9.8.08
Por fora, só verniz
6.8.08
O Guaxinim no Éden
Um novo tempo....
Tendo em vista a diversidade de temas abordados em NOSSO BLOG... Isso mesmo ele ainda é nosso, mesmo que a figurinha mais presente nesse folhetim tenha sido o ilustríssimo Wilen que tem abordado com uma maestria ímpar os mais diversos temas.
Partindo disso achei por bem me ater àqueles temas que transitam entre o mito e a realidade e que optaram por denominar cultura popular.
Para dar inicio a essa nossa nova fase, adentrando por esse mundo outrora pouco falado e discutido nesse canal, iremos conversar, discutir e esclarecer sobre um tema que há muito vem chamando a atenção de muitos dos amigos leitores, conhecidos, amigos, colegas, familiares e tantos outros desta terra ou mesmo de terras alem mar.
Mas qual seria o tal tema, a dar início a essa nova fase? Ninguém ou nada? Mais ou menos que ele:
O Guaxinim Sorrateiro.
Para iniciarmos a sessão queremos interagir com nossos internautas (como diria qualquer locutores da Globo) e ver o que pensam sobre o tema. Para poder ajudá-los a ao menos vislumbrar parte do DOGMA que gira em torno do tal guaxinim, vamos discorrer um pouco sobre o mesmo.
A história do Guaxinim Sorrateiro nos remete aos primórdios da humanidade e vem resistindo aos intemperismos da vida, sendo transmitida de geração a geração. Essa cultura milenar tem sofrido adaptações, modificações mas mantendo sua essência, suas peculiaridades e principalmente sua EFICÁCIA... Dessa pequena descrição nos surgem inúmeras duvidas dentre as quais: o Guaxinim Sorrateiro - é um mito? Uma lenda urbana?
Eu já fui um Guaxinim? Esse é o novo brinquedo da Grow? Nossa, além de Guaxinim é sorrateiro??? ou apenas um estilo de vida...?
A partir do exposto, esperamos contribuições pra desvendar mais esse mistério que envolve os seres humanos
Guaxinim sorrateiro way's of life...?(to be continue...)
4.8.08
Tão longe de chegar e nem perto de algum lugar
29.7.08
pedras nos Telhados
Pedras não falam porque sonham
25.7.08
Ricardo Sant'Anna de Oliveira
Mestrando - Instituto de Bioquímica Médica Universidade Federal do Rio de Janeiro
Nem tudo é o que parece
Começar pelas definições referenciais parece-me bastante adequado; porém, sem analisar as concepções antropólogicas tornar-se-á insuficiente, uma vez que a visão do homem, a disponibilidade das coisas e sua conjuntura diante delas fazem parte, de forma perene, da construção de entendimento. É melhor seguir um outro modelo de resposta, pois esse é demais denso.
Segundo o dicionário enciclopédico Coimbra de Augusto Miranda, “belo” é um adjetivo pertencente ao campo semântico de formoso ou de gentil; já “cafona”, vai desde indivíduo desajeitado, com registro de expressões mais antigas como labrego, passando por inculto até chegar ao grosseiro. Circularmente definidos – conceitos à base de sinonímia.
Passeia-se pelo tempo das Eras e se encontram muitas das tentativas de conceituar os termos e de compreender a sua significância para o ego de cada um. Notáveis pensadores arriscaram esse entrave: Kant (Das Schöne), Platão (kalos em o Hípias Maior), Sócrates em diálogo com Agatão e muitos outros anônimos esmeraram-se para exprimir o que vêem de belo com os seus olhos. E, numa rápida reflexão, pergunta-se: E os cachorros? Ou gatos? Entendem o belo e o cafona?
Beleza e nem seu contraponto restringem-se à humanidade. Basta fitarmos qualquer vivente ao lado, para perceber que, de uma forma ou de outra, eles buscam, escolhem. Por condicionamento? Por acaso? Não se sabe; no entanto, entre tantas opções, nem tudo agrada aos olhos. Uns atraem. Outros repelem. Natural.
Para alguns, a beleza é resultado de emoções, de sentimentos pessoais nascidos ou adquiridos durante a existência; há aqueles que tentam exprimir a sua significância segundo a metodologia cientíifca. Recorrem-se à forma geométrica, à simetria, à medidas precisas de versos ou rimas, à lógica e aos raciocínios cognitivos de indução, dedução ou dialética. Apelam-se até a ritos e a comportamentos sociais e religiosos de vida passada; uso de entorpecentes ou aceitação passiva dos mandamentos divinos. Cada ponto tem a sua vista. Cada lugar, seu ponto-de-vista. Nada é igual. Nem a tangente passa tão perto como se supunha, pois ainda tem a assíndota dos fatos e das versões. Um círculo é uma elipse de excentricidade zero; a reta pode ser um círculo de raio infinito. Que tal o feio belamente cafona; ou o bonito cafonamente diferente? Nem mesmo a finitude da variabilidade das quatro letrinhas da vida é capaz ainda de enrijecer a percepção dos gostos pessoais. O que é bonito para mim, poderá não ser para você; o que é cafona, nem sempre vai ser.
20.7.08
Não deixe de viver para sonhar
Há pouco acordei. Havia uma sombra e uma luz. Tudo era assim. De repente, a sombra dominou o cenário como a água percola o solo; visto que a menor resistência encontrava-se no mundo subterrâneo.
Uma confissão: uma senhora, mãe de duas filhas - uma de nove e outra de sete anos - parada, numa calçada, pedia carona. De vida fácil, como dizem. Tinha apenas um propósito em mente - queria usar "crack". Água percolando saídas ainda mais fundas. Canibalismo eburnificado.
Que mundo é esse! Mãe, drogada e prostituída. Ser santificado e profano ao mesmo tempo. Quando o fraco vê a saída, entrega-se; se é forte, procura a melhor. Toda droga vem para solucionar de maneira simples os problemas; vem aumentar o moral; vem pôr no status quo almejado; vem libertar os sentidos e os sentimentos mais recônditos, a fim de que, pela evasão da realidade, possa viver como num sonho.
E para todos os sonhos; um dia, acabam. Para viver, viva; caso o contrário, boa noite!
18.7.08
Gravidade humana
O mundo não pára de girar. Eventos para todos os gostos ocorrem a cada segundo. Um banqueiro que consegue ir à falência; jovens oficiais envolvidos com banditismo social; universidade afro-brasileira transnacional, com sede em Ceará; pensão a gestantes; partido verde não consegue apoio dos aliados tucanos da floresta; polícia culpa trabalhadores informais de uma comunidade carente pelo tiroteio no Leblon - Prendam eles, ué; pesquisa diz que eleitores sabem votar - imaginem se não soubessem.
Roda. Roda. Roda. O mundo não cansa e nem fica tonto. Aliás, nem vejo sair do lugar. Eu quero sair desta gravidade mundana!
Bons sonhos!
