9.8.08
coisas e mais coisas...
Enquanto estamos vendo a qualquer hora
Em tuas faces a rosada Aurora,
Em teus olhos, e boca o Sol, e o dia:
Enquanto com gentil descortesia
O ar, que fresco Adônis te namora,
Te espalha a rica trança voadora,
Quando vem passear-te pela fria:
Goza, goza, da flor da mocidade,
Que o tempo trota a toda ligeireza,
E imprime em toda a flor sua pisada.
Oh não aguardes, que a madura idade
Te converta em flor, essa beleza
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.
Gregório de Matos
Mais coisas...
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
Gregório de Matos
há coisas...
Triste, a escutar, pancada por pancada,
A sucessividade dos segundos,
Ouço, em sons subterrâneos, do Orbe oriundos,
O choro da Energia abandonada!
É a dor da Força desaproveitada
— O cantochão dos dínamos profundos,
Que, podendo mover milhões de mundos,
jazem ainda na estática do Nada!
É o soluço da forma ainda imprecisa...
Da transcendência que se não realiza...
Da luz que não chegou a ser lampejo...
E é em suma, o subconsciente ai formidando
Da Natureza que parou, chorando,
No rudimentarismo do Desejo!
Augusto dos Anjos
Depois do fim...
Pode o homem bruto, adstricto à ciência grave,
Arrancar, num triunfo surpreendente,
Das profundezas do Subconsciente
O milagre estupendo da aeronave!
Rasgue os broncos basaltos negros, cave,
Sôfrego, o solo sáxeo; e, na ânsia ardente
De perscrutar o íntimo do orbe, invente
A limpada aflogística de Davy!
Em vão! Contra o poder criador do Sonho
O Fim das Coisas mostra-se medonho
Como o desaguadouro atro de um rio ...
E quando, ao cabo do último milênio,
A humanidade vai pesar seu gênio
Encontra o mundo, que ela encheu, vazio!
Augusto dos Anjos
Por fora, só verniz
6.8.08
O Guaxinim no Éden
Um novo tempo....
Tendo em vista a diversidade de temas abordados em NOSSO BLOG... Isso mesmo ele ainda é nosso, mesmo que a figurinha mais presente nesse folhetim tenha sido o ilustríssimo Wilen que tem abordado com uma maestria ímpar os mais diversos temas.
Partindo disso achei por bem me ater àqueles temas que transitam entre o mito e a realidade e que optaram por denominar cultura popular.
Para dar inicio a essa nossa nova fase, adentrando por esse mundo outrora pouco falado e discutido nesse canal, iremos conversar, discutir e esclarecer sobre um tema que há muito vem chamando a atenção de muitos dos amigos leitores, conhecidos, amigos, colegas, familiares e tantos outros desta terra ou mesmo de terras alem mar.
Mas qual seria o tal tema, a dar início a essa nova fase? Ninguém ou nada? Mais ou menos que ele:
O Guaxinim Sorrateiro.
Para iniciarmos a sessão queremos interagir com nossos internautas (como diria qualquer locutores da Globo) e ver o que pensam sobre o tema. Para poder ajudá-los a ao menos vislumbrar parte do DOGMA que gira em torno do tal guaxinim, vamos discorrer um pouco sobre o mesmo.
A história do Guaxinim Sorrateiro nos remete aos primórdios da humanidade e vem resistindo aos intemperismos da vida, sendo transmitida de geração a geração. Essa cultura milenar tem sofrido adaptações, modificações mas mantendo sua essência, suas peculiaridades e principalmente sua EFICÁCIA... Dessa pequena descrição nos surgem inúmeras duvidas dentre as quais: o Guaxinim Sorrateiro - é um mito? Uma lenda urbana?
Eu já fui um Guaxinim? Esse é o novo brinquedo da Grow? Nossa, além de Guaxinim é sorrateiro??? ou apenas um estilo de vida...?
A partir do exposto, esperamos contribuições pra desvendar mais esse mistério que envolve os seres humanos
Guaxinim sorrateiro way's of life...?(to be continue...)
